Bodas de prata

Você me encontrou em meu pior estado. Era ainda tão jovem, achava que sabia de tudo, enquanto via minha vida desmoronar. Você cuidou de mim. Viu que era meu tempo de amores, e me envolveu com a aba de seu manto, e fizeste uma aliança comigo como nenhuma outra. Ela não tinha peso de ouro ou de pedra preciosas, era o leve peso da eternidade. Contudo, também me cobriu de finas joias, de vestes de louvor e coroa de honra. A vergonha do meu pecado, Você cobriu, e me chamou de sua. 

E assim eu fui lhe conhecendo, quanto mais prossegui nisso, mais lhe amei, mais lhe amo. Pude ler a sua história, suas caras de amor, mas pude sobretudo me relacionar com Você, sua casa já era meu coração, onde Você é bem-vindo e quando bate na porta, meu coração te deseja, mas se você se vai, encontram-me perdida na escuridão. 

Porque já não sei viver sem você, mas às vezes o cansaço me toma; descalço meus formosos pés da preparação do evangelho, dispo-me de minha armadura e deito para descansar; sua voz ecoa e tardo demais para corresponder a quem minha alma ama, tardo demais a ponto de ficar distante o olhar que me traz paz. 

Quantas vezes silenciei e não quis conversar, quantos dias como gotejar contínuo repeti os mesmos assuntos, as mesmas orações. Como Você é paciente e benigno! Mesmo quando fui adúltera e lhe troquei por ídolos que deixei crescer em meu coração, quando não contive meus piores desejos, a sua ira esteve sobre mim apenas por um momento, mas a tua misericórdia...

Meu amado, a Você todo o mérito por esta aliança, a Você toda minha gratidão por ter me buscado de volta tantas vezes. Você meu amado, é o mais distinto entre dez mil; seu nome é como unguento derramado, doce perfume que sara meu coração, o seu amor, mais forte que a morte. As muitas águas não podem apagar o nosso amor, nem os rios afogá-lo.

Ósculos de prata,
Iky Fonseca #25anosdeamor

quinta-feira, 13 de setembro de 2018

O que eu, a Bruna Marquezine e você, temos em comum?

Olááá, como vão vocês do lado daí? Espero que muito bem! 
Essa semana, enquanto assistia alguns stories no instagram, fui incentivada a olhar um em específico que estava bombando e mexendo a internet: Um story feito por nada mais, nada menos que a belíssima (e que sempre foi) Bruna Marquezine que, ao longo dos mini-vídeos  disse, como é importante trabalhar a autoestima, o quão importante é ter empatia pelo outro e como comentários "construtivos" um dia afetaram a autoimagem dela, a ponto dela sentir necessidade de emagrecer e de sentir tão mal pelo que ela estava fazendo com o próprio corpo para perder peso, que entrou em depressão (graças a Deus, fez terapia e passa bem). 



Foi lindo ela dizer que a gente precisa entender que ninguém tem o direito de opinar sem que a outra pessoa peça a sua opinião. Seria o óbvio, o natural. Porém, o que mais me chamou a atenção em tudo isso, não foi só o fato dela se expôr e precisar "ensinar" sobre a importância de pensar naquilo que se  vai dizer, quando, como se dizer e se realmente precisa dizer;  além de mostrar que se a gente que ver o bem do outro a gente primeiro precisa calçar as sandálias do outro e andar uma milha ao seu lado pra entendê-lo de verdade e perceber, que opiniões soltas sem um real acompanhamento, são como palavras soltas, veneno para quem as recebem... Mas no quão quem realmente precisava ouvir aquilo, não entendeu o seu real propósito e no quanto se faz necessário debater sobre isso não só fora como dentro das igrejas.

Tá Natasha, mas aí são pessoas perdidas, nem vão pra igreja, não tem nada a ver com a gente...Tem tudo a ver com a gente. Sabe, essa situação me ensinou muita coisa, e a principal delas é sobre o domínio próprio. A palavra nos alerta diversas vezes que precisamos dominar a nossa língua. 
Em Tiago 3: 7-8 (inclusive, o capítulo inteiro é muito bom), diz que somos capazes de dominar tudo que vive, menos a língua. Os "comentários construtivos" de uma língua não domada, pode tirar a paz e a alegria do outro. A mesma língua que louva ao Senhor, não pode ser a mesma que cria intrigas, fofoca e amaldiçoa.

O domínio próprio nos ajuda a ter sabedoria pra manter a boca fechada quando queremos falar algo que não devemos. Devemos andar no espírito, nos autocontrolar, dominar o que sentimos, conduzir nossas fraquezas ao Senhor. 
Trabalhar nosso domínio próprio, é trabalhar em prol daquilo que fomos chamados a ser : Cada dia mais parecidos com Cristo!
Ter o domínio, é só um dos frutos que você colhe com o Espírito Santo fortalecido em você.

Com ouvidos cada dia mais atentos e boquinha cada dia mais fechada, eu me despeço.

Natasha Zucolotto.
 .
terça-feira, 11 de setembro de 2018

Dê cisão!

O gabarito da prova. A resposta da entrevista. Financiar ou quitar uma dívida. O começo ou fim de relacionamento. O teste de gravidez. Existem momentos que são cruciais em nossas vidas, e sem nos darmos conta, eles são construídos de pequenas e diárias escolhas de PENSAMENTOS e repetições de COMPORTAMENTOS. 
Para os cirurgiões, o momento da incisão, vulgo corte, é determinante para o sucesso da cirurgia. 
Um corte no local inadequado pode impedir que se chegue ao objetivo; uma perfuração realizada de qualquer modo pode dificultar a cicatrização. Igualmente as nossas decisões. 
Cisão significa ainda divisão por falta de acordo; uma dura decisão! 

Provérbios 16: 1-3 nos instrui sobre os momentos em que temos que nos posicionar. 
1. "O coração do homem pode fazer planos"; podemos e devemos refletir o momento em que vivemos e tomar uma decisão, "(...) mas a resposta certa vem dos lábios do Senhor." Também temos que estar dispostos a buscar o desejo de Deus para nossas vidas; essa situação na qual você tem que decidir, ela te aproxima ou te distrai do seu propósito de vida? 
Afinal, 2. "Todos os caminhos do homem são puros aos seus olhos, mas o Senhor pesa o espírito." Não adianta tomar uma série de decisões desconexas com o seu futuro guiando-se por emoções do presente. Diante de todo conflito, 3."Confia ao Senhor as tuas obras, e os teus desígnios os serão estabelecidos." Aquele que é especialista em resoluções de problemas e novos rumos sabe o que é melhor para você. Então, não tenha medo, dê cisão. 

Por Tainan Piantavinha  - colunista quinzenal de quarta-feira no WS.
quarta-feira, 5 de setembro de 2018

Cansei de fins

Cansei de fins. Cansei de amigos partirem e não poder me abrigar em seus abraços, nem pegar seus filhos no colo. Cansei de aromas que vão se apagando aos poucos, de pilhas que enfraquecem, de sorvetes que vou procurar no freezer, mas tem feijão no pote, cansei. Cansei de relacionamentos que terminam, contratos que não se renovam, cansei de sorrisos que não vou poder ver de novo. Cansei de sapatos tão bacanas que degastam, viagens com retorno programado, turmas que se dissipam no fim do curso. Cansei de despedidas, da efemeridade da formosura, de ter que parar por estar cansada. E também cansei das conversas que não são mais as mesmas e do assunto que acaba. Cansei de flores que murcham, de estradas por onde não voltarei e sabores que não posso mais degustar, destinos que meus pés não tornaram a pisar. Cansei de belezas que não posso mais tocar e rostos que não verei envelhecer. Cansei de roupas que mancham, de expectativas frustradas e de separações. Cansei de fotografias que esmaecem, HDs que corrompem, bandas que se separam, escolas fechadas e lâmpadas apagando. Cansei de prazos expirados, de oportunidades perdidas, de lágrimas derramadas, de chocolates em quadradinhos. Cansei de gerações que passam, de parcerias que se quebram, de horário de acordar, de famílias que se desfazem aos poucos, de futuros passados. Cansei de saudades, cansei de fins. Por favor, alguém me dê a eternidade.

Ósculos,
Iky

P.S.: Mas enquanto ela não chega, me ajuda a entender que sem o por-do-sol, eu nunca veria a noite brilhar.

quinta-feira, 23 de agosto de 2018

Rabiscos de Sábado: Você é uma “Mulher Invisível”? #SeLigaVaroa

A série de textos “#SeLigaVaroa” começou, criativamente, por aqui... (😜)

Sair do casulo e virar borboleta, para muitas pessoas, é uma figura de linguagem exclusivamente associada à beleza física, externa e constantemente em processo de desgaste, já que dias a mais e a menos são as duas faces de uma mesma moeda: a vida. Na Igreja eu vejo muitas mulheres incríveis (e, clarooo que me considero uma delas, né lindezas?!😎): inteligentes, sensatas, fortes, companheiras, profissionais, criativas, donas de personalidades e belezas que só poderiam ser criadas por Deus e principalmente, dispostas a serem amigas-irmãs umas das outras. No meio desse jardim de flores diversas e que essencialmente exalam o perfume suave de Cristo, é inevitável não perceber que existem muitas que como pessoas são visíveis e valorizadas, mas como mulheres; sexualmente falando; são invisíveis para os homens do nosso “cercadinho de convivência”.


Escrevo sobre isso, pois em muitos momentos vivi e ouvi vários relatos, frases de efeito e crises emocionais, explicadas pela sensação de que algo faltava e o segredo para preencher essa ausência de visibilidade seria a mulher se adequar a um formato estabelecido; limitando-se a ser um troféu nas mãos de muitos homens que se consideram “Príncipes do Evangelho”, mas que não são. Frases como “Nossa eu preciso emagrecer... / Tenho que ser mais “fofa”, sabe? / Precisa colocar uma maquiagem nessa cara, garota! / Faça “Joguinhos de Amor”, pois sem eles nem rola...”; justificam-se muitas vezes, única e exclusivamente, pela vontade das mulheres de se tornarem interessantes para os varões que até dizem buscar a “mulher virtuosa”, mas não prestaram muita atenção na descrição completa da digníssima na Bíblia, focando na submissão e nas outras partes sem refletir nos detalhes do antes, durante e depois.
Mulher virtuosa quem a achará? O seu valor muito excede ao de rubis. O coração do seu marido está nela confiado; assim ele não necessitará de despojo. Ela só lhe faz bem, e não mal, todos os dias da sua vida. Busca lã e linho, e trabalha de boa vontade com suas mãos. Como o navio mercante, ela traz de longe o seu pão. Levanta-se, mesmo à noite, para dar de comer aos da casa, e distribuir a tarefa das servas. Examina uma propriedade e adquire-a; planta uma vinha com o fruto de suas mãos. Cinge os seus lombos de força, e fortalece os seus braços. Vê que é boa a sua mercadoria; e a sua lâmpada não se apaga de noite. Estende as suas mãos ao fuso, e suas mãos pegam na roca. Abre a sua mão ao pobre, e estende as suas mãos ao necessitado.
Provérbios 31: 10 - 20
Eu nem sou ainda essa “Toda Abençoada”, mas se tem algo que tenho aprendido nessa caminhada na fé é o valor de amar quem sou e crer, verdadeiramente, que minhas singularidades são sementes que Deus me deu para que eu possa frutificar por onde for. Começando por esse fim, preciso dizer para todas as mulheres que vão ler os três, dois ou apenas esse texto: vocês são “AMADAS pelo AMOR” e o desconforto que eu sinto quando vejo alguns homens na Igreja, escolhendo suas parcerias de vida por questões banais e superficiais é, elevado a potencias incalculáveis sempre que percebo mulheres que eu amo e admiro, crendo que vale tudo, inclusive perderem-se de si mesmas, para saírem das sombras e deixarem a invisibilidade.

O “varão” que você gosta nem te nota? Só as “amigas” te elogiam quando você aparece nos lugares usando sua melhor roupa, que é ser você mesma? A solidão aperta e você diz “apressa-te Senhor” e me arranja uma costelinha? Eu sei que dói... Não sou a mulher mais segura que conheço, mas se tem uma decisão que tomei foi a de não me deixar no meio do caminho na tentativa ingênua de ocupar esses espaços vazios. Quero sim ser vista por alguém, mas sem a necessidade de usar focos de luz para valorizar e esconder nada. Amar e ser amada com tudo que vem no pacote complexo de ser humano, falho e de verdade é a minha ideia. Romantismo? Ilusão? Impossível? Se não for assim eu nem quero...


Beijos e Queijos,






Gratidão ao Guilherme Bandeira, pela liberação do uso de seus cartoons nos meus "Rabiscos de Sábado: Razão x Emoção". Conheça mais deste  trabalho em  https://www.facebook.com/objetosinanimadoscartoon/.

sábado, 18 de agosto de 2018

Retrovisor

Hoje ainda não é #fridaysong, mas vou deixar vocês com um post musical. Esta música foi compartilhada comigo pela minha amiga Tai Piantavinha, super blogueira por aqui, e chegou na hora certa. 


Retrovisor - Deise Jacinto (Ft. Felipe Valente)
O tempo não explica pra onde se leva a dor
E na memória as marcas escondem o Teu amor
Amor que me liberta de quem ainda sou
E me devolve o que um dia o passado aprisionou
Como será que você me vê?
Onde será que estou pra você?
Será que sabe o quanto já tentei
e mais uma vez, tentando eu falhei?
Será que mora em algum lugar
onde minha voz consiga alcançar?
Terá alguém que possa me encontrar
E mostre por onde eu devo caminhar?

A vida vai passando sem lhe avisar quem sou
E no teu peito eu vejo o que o tempo silenciou
E nos cabelos brancos de quem já se cansou
Eu sigo do lado de fora da porta que me deixou
Como será que você me vê?
Onde será que estou pra você?
Será que sabe que te vi crescer
e o tempo não pode me envelhecer?
Em que lugar você me colocou?
Em uma estante ou no retrovisor?
Como dizer que não há ninguém
se Eu me entreguei pra te fazer alguém?

A vida vai passando sem avisar quem sou


"Lembra-te, pois de onde caíste..."

Ósculos musicalmente reflexivos,
quinta-feira, 16 de agosto de 2018

Rabiscos de Sábado: Não sou NENHUM padrão! #SeLigaVaroa

Vivemos em um mundo cheio de padrões. E, por favor, nem vem fazendo a linha “eu não vivo no mundo, pois sou crente”, afinal viver e ser são duas coisas bem diferentes, tá bom?! (😎) Nós como mulheres temos os nossos, bem como, somos alvo dos que socialmente são impostos, sejam por questões profissionais, emocionais e até de personalidade. Parece que alguém; em algum momento da história; achou que podia colocar as pessoas em vasos, tipo os de perfume, mas não sacou que as texturas que compõem os seres humanos são extremamente densas e complexas.  O pior é que as futilidades no que tangem padrões são vivenciadas, independente do gênero. Homens e mulheres, frequentemente baseiam suas escolhas sentimentais por características superficiais e, justamente por isso, têm pagado altos preços.  


Faz um tempo que eu ouvi a seguinte frase de um jovem homem evangélico: “Nossa, você questiona de mais, né?! Falar isso não te ofende, certo?” e, dias depois eu ouvi de um jovem homem não evangélico: “Nossa... Toda vez que te escuto falar e questionar fico babando, sabia?! Você é muito inteligente!”. Nessas duas falas sobre uma única mulher (#EuDeSousa), várias falácias poderiam ser analisadas, mas concentro-me na ideia de que: (1) por que ser vista como uma mulher que questiona seria algo que geraria desconforto em mim? Ruim seria me enxergarem como alguém que só sabe dizer sim; e (2) por que parece que as mulheres fora do padrão das “recatadas, languidas, esbeltas, silenciosas e sem criticidade desenvolvida” só são valorizadas, verdadeiramente, fora da Igreja?

Pensar em mulheres que conseguiram ser valorizadas por sua submissão e, ao mesmo tempo, empoderadas socialmente é algo complexo no universo de muitas Igrejas, mas será que esse povo esqueceu da “Varoa Juíza” ou de tantas outras mulheres que quebraram padrões humanos e inspiradas por Deus foram instrumentos de fé e justiça na Terra?!
E Débora, mulher profetisa, mulher de Lapidote, julgava a Israel naquele tempo. Ela assentava-se debaixo das palmeiras de Débora, entre Ramá e Betel, nas montanhas de Efraim; e os filhos de Israel subiam a ela a juízo. Juízes 4:4-5

Você já se sentiu fora de todo e qualquer padrão na Igreja e /ou fora dela?! Eu me sinto assim... O tempo todo! E, acredite: isso não significa que estou desesperada para me adequar; na verdade é o contrário, pois realmente gosto das minhas particularidades que são percebidas, independente do que os olhos captam. Nesse lance de padrões, frequentemente negociamos aqueles que deveriam ser preservados (caráter, fé, relacionamento com Deus...) e colocamos no altar as questões que o tempo leva e muda no dia a dia (beleza física, posição social, estabilidade econômica...). Deus em sua infinita criatividade, não gastaria tanto tempo criando mulheres diferentes entre si; em todos os padrões estabelecidos nesse e em outros tempos da história do mundo; para que nossa utilização do livre arbítrio fosse condicionada a uma adequação industrializada aos moldes mundanos que nós, insistimos em colorir com adornos Divinos, né?! Ele nos AMA e está interessado em sermos semelhantes a Ele. Essa sim é a verdadeira beleza que precisamos enxergar e reconhecer, bem como, padrão que devemos buscar semear e frutificar em nós. 

Que tal assistir esse vídeo da Fabiana Bertotti sobre o “Corpo perfeito que eu nunca tenho”, e ser super abençoada (o) com essas reflexões?!


Beijos e Queijos,




  
Gratidão ao Guilherme Bandeira, pela liberação do uso de seus cartoons nos meus "Rabiscos de Sábado: Razão x Emoção". Conheça mais deste  trabalho em  https://www.facebook.com/objetosinanimadoscartoon/.

sábado, 11 de agosto de 2018

Quem somos?

Jovens que escolheram a santidade para todas as áreas de suas vidas, inclusive para os relacionamentos. Acreditamos que a família é um projeto tão importante que devemos investir nele antes mesmo do namoro e do casamento.

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Jesus Cristo te ama e em breve vai voltar!
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