sexta-feira, 10 de junho de 2016


Parecia que era só mais um encontro na rua por acaso, mas o caso é que nunca sabemos quantos casos podem suceder um “prazer em te conhecer”. Ele e ela seguiram seus caminhos ainda diferentes. Ela já tinha o visto na igreja, mas os olhos de ambos foram abertos mesmo num festival de música cristã, quando na chuva, uma garota linda trabalhava para o Senhor, tão animada, tão feliz, tão disposta – ela era diferente, e ele teve a oportunidade de sentar perto dela na calçada, conversar, conhecer melhor. Aliás, conversar foi o que mais fizeram depois daquele dia, que o diga o velho MSN madrugadas adentro e os almoços esticados até o pôr-do-sol. E numa dessas tardes, um filme qualquer não chegava nem perto de ser tão interessante quanto a luz que irradiava do sorriso ao lado dele. Ele já percebia o que sentia, os amigos também, e não demorou muito a declarar-se. Ela, prudente, pensou que era precipitado o pedido. Nada fácil ouvir um não. Numa das partidas dela para Potiraguá, ele fez tanto esforço apenas para despedir-se na rodoviária... O ônibus quase saindo do terminal e o coração quase saindo pela boca. 


Não era história de filme, era uma história de amor de verdade se escrevendo para a eternidade. Ele ficou, mas também foi com ela, em suas conversas sempre o nome dele estava presente, e foi quando estavam longe um do outro que ela começou a perceber o que já era tão nítido, com ajuda de amigas espertas que até adicionaram o pretendente a “cunhado” nas redes sociais. Ainda assim, ele estava desacreditado, até que do dia 10 para 11 de janeiro de 2012, veio o pedido, desta vez, correspondido. Ela viu nele seriedade de alguém que sabe o que quer e o que ele queria era uma igreja, algumas flores e muitos amigos reunidos, mas até lá, ele precisava enfrentar o sogrão. 

A sogrinha, muito amável, já os acompanhava em oração, mas o pai protetor enrolou o quanto pode lá dentro fazendo um nada qualquer só para adiar aquela conversa que aconteceria pela primeira vez na vida. Deixou aos dois apenas uma única recomendação: que Jesus esteja no centro. Então sob a luz do sol se reclinando, o primeiro beijo de uma princesa com a delicadeza e carinho que só um príncipe saberia demonstrar. Mas uma boa história também tem seus “plotpoints” e em meio há tantas coisas boas ela percebeu que ainda faltava naquele príncipe um envolvimento mais profundo com as causas do Rei e ela teve certeza de que precisava renunciar ao seu primeiro amor. E as lágrimas dele se misturaram com as gotas de uma tempestade muito mais intensa por dentro do que estava por fora. 


Depois de muitos tic-tacs do relógio e muitos X no calendário, ela teve paz da parte do Senhor e benção de seus líderes para recomeçar. Desta vez, ela quem o procurou, feliz estava como Elsa cantando "Lei it go" e ele? Ele ficou surpreso, radiante, realmente não esperava tanto sorriso. O coração dela sempre ardeu por missões, então Deus o chamou também. E aquele príncipe entendeu que o Reino precisava ser expandido até os confins da Terra. A troca de anéis de compromisso teve direito a pedidos de joelho e o pedido de casamento teve uma nova longa demora do sogrão. É compreensível, filha única, não apenas em quantidade, mas pela raridade dela. Era para ter acontecido ano passado, mas para o dia 30 de abril de 2016 este enlace estava no céu agendado. E enfim a Princesa Ruama veio ao altar encontrar seu príncipe amado, e daquele dia em diante desbravam o Reino com os dedos entrelaçados.


 História de amor de verdade,
Por Iky Fonseca (a honrada cerimonialista do casório hahaha)

Fotografia: Thaís Mourão

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