quinta-feira, 7 de julho de 2016

Já faz muitos anos que viajo pela mesma estrada praticamente todos os dias. Conheço bem seus trechos, mas sempre me deslumbro com aquela paisagem. É realmente uma estrada bem bonita, especialmente para quem a vê pela primeira vez e embora já nem sei quantas vezes, ainda me demoro a contemplá-la. É um pássaro alçando voo cá, é um feche de luz lá, aquela sinuosa curva do rio ali, e as folhas cada estação de uma cor, um dia sol, outro chuva, outro neblina cobrindo cada pedaço com mistério e até arco-íris...

Em mais um destes deslumbramentos, papeando com meu Deus e pensando no que escrever para vocês esta semana, foi sobre isso que combinamos de falar. Um relacionamento, um casamento, é como viajar pela mesma estrada. Na primeira vez, ou quando se atinge certa maturidade, ela salta linda aos seus olhos, lhe encanta. Você fica ali atento, se deliciando em cada detalhe, gozando o prazer estético que lhe proporciona.

Nas próximas vezes você vai descobrindo coisas que nem percebera antes e depois de notar tantas coisas boas, as negativas também começam a ficar latentes, os buracos, os perigos... Um perigo é você achar que é dono daquela estrada e começar a se arriscar demais. Contudo para mim, o grande inimigo de passar sempre pelo mesmo caminho é o tédio. É quando você já não nota mais a estrada, apenas passa por ela "automaticamente". Já nem percebe as coisas lindas que possui e às vezes chega a tal ponto de nem perceber o que está errado. 

Cabe, na estrada e no relacionamento a dois, não perder a paixão por contemplar. Deslumbrar-se, debruçar-se em perceber o que está ali tão perto. Então você vai sempre perceber um detalhe novo, algo diferente, um belo voo, falenas pequenas, árvores que cresceram ou tapete de folhas colorindo seu chão.

Por mais que "nada seja novo  debaixo do sol", são também "novas todas as coisas". "Ninguém se banha duas vezes no mesmo rio", porque nem o rio nem você são os mesmos, nem a estrada e nem a pessoa que você ama são exatamente iguais a antes, então abra os seus olhos, redescubra e apaixone-se outra vez.

Ósculos de santa renovação,

Iky Fonseca

P.S.: Para quem gostou deste texto, super recomendo a leitura do capítulo 1 de "O livro mais mal-humorado da Bíblia", de Ed René Kivitz, que inspira e dialoga bem com esse texto.

Quem somos?

Jovens que escolheram a santidade para todas as áreas de suas vidas, inclusive para os relacionamentos. Acreditamos que a família é um projeto tão importante que devemos investir nele antes mesmo do namoro e do casamento.

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