sábado, 6 de maio de 2017

Um dos temas mais abordos por poetas, escritores, compositores e artistas; sejam estes cristãos ou não; é a necessidade que cada humano tem de encontrar o seu “Eu” em meio às singularidades e semelhanças que os caracterizam como indivíduos, inseridos em grupos sociais que constroem ou sedimentam suas identidades. Profissão, música, time de futebol, sexualidade, fé... Nossas preferências dizem, entre linhas miúdas, quem somos e para onde realmente desejamos ir, fazendo com que os anos vividos nesse tempo e espaço reforcem a visão de que cada escolha gera em si uma ou muitas renúncias.


Não existe sacrifício humano que possa ser comparado com a entrega de Cristo á cruz, como único caminho de salvação para os filhos de Deus, mas todo cristão é convidado à negação de si mesmo para que de modo legítimo possa pegar sua cruz e assim seguir a Jesus (Marcos 8:34). Caminhar, independente da direção, exige que deixemos algumas certezas pelo caminho para que outras sejam assumidas como concretizações dos resultados que desejamos adquirir. 

Os medos e memórias enraizadas, muitas vezes tornam-se barreiras intransponíveis para que possamos nos encontrar verdadeiramente, em meio a tantas vozes e tendências sociais que nos distraem e prendem nas teias geradas pelas meias verdades que o mundo tenta (e as vezes consegue) nos vender. A poetiza portuguesa, Florbela Espanca escreveu na última estrofe do soneto “Amar!”, uma observação que reflete poeticamente a visão de muitos seres humanos que tem sua esperança firmada nos frutos que limitadamente, só podem ser colhidos nessa vida:

“E se um dia hei-de ser pó, cinza e nada
Que seja a minha noite uma alvorada,
Que me saiba perder... pra me encontrar...”
Sonetos de Florbela Espanca. Mem Martins:
Edições Europa-América. 1985.

Nós que entre quedas, dúvidas, tropeços e lágrimas buscamos a face de Deus, ancoramos nossa esperança na palavra que nos revela: 

“Porque qualquer que quiser salvar a sua vida, perdê-la-á, mas, qualquer que perder a sua vida por amor de mim e do evangelho, esse a salvará. Pois, que aproveitaria ao homem ganhar todo o mundo e perder a sua alma?” 
Marcos 8:35-36

Perder-se de si mesmo é uma realidade vivenciada por todos nós, em diversas situações. A escolha do local aonde vamos nos desfazer dos nossos “Eu's”, interfere diretamente nos resultados que desejamos alcançar. Não podemos esquecer que se a nossa esperança for limitada a essa vida, seremos humanos infelizes e finitos em uma visão que não representa a vontade de Deus (1 Coríntios 15:19) . Hoje, você já escolheu onde vai perder a sua vida? 


Beijos e Queijos, 


Gratidão ao Guilherme Bandeira, pela liberação do uso de seus cartoons nos meus "Rabiscos de Sábado: Razão x Emoção". Conheça mais deste  trabalho em  https://www.facebook.com/objetosinanimadoscartoon/.

Quem somos?

Jovens que escolheram a santidade para todas as áreas de suas vidas, inclusive para os relacionamentos. Acreditamos que a família é um projeto tão importante que devemos investir nele antes mesmo do namoro e do casamento.

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