quinta-feira, 10 de agosto de 2017

Existem certas coisas que só vivendo para se saber realmente como é, tipo se apaixonar. Você pode ler poesias, ouvir histórias de seus amigos, mas só quando seus olhos começam a cintilar ao ver alguém e seu coração se derrete feita manteiga no calor do Sertão é que você entende tudo de que sempre ouvira falar. E por falar em Sertão, sobre ele que quero falar hoje, embora te recomendo viver para experimentar profundamente. 


No último mês, Deus me deu de presente a oportunidade de viver 10 dias no sertão, no interior do Piauí, quase 500 km de Teresina, no município de Curral Novo¹ (e interior do município) e se você quiser me ler, vou compartilhar um pouco. Fiz parte do Impacto Sertão Livre, em que mais de 200 pessoas de diversas denominações de todo canto do Brasil tem se unido a cada edição para anunciar o amor de Deus. 

Cheguei sem saber o que fazer e aprendi que Deus realmente não precisa que você saiba muito, apenas que se disponha (veja o vídeo 1). E vi também que juntos é tão poderoso, cada um em sua função e cada um colaborando com o pouco tem e este pouco se multiplicando (literalmente, veja o vídeo 3). Mas eu também vi e ouvi sobre muita dor.

No sertão, vi crianças que sofriam violência doméstica, inclusive sexual, vi jovens sem muita perspectiva de futuro, meninas que casavam (e envelheciam) muito cedo, vi crianças maiores que mal sabiam ler e dizer seu endereço corretamente. Pessoas sem o mínimo de assistência de saúde. Ouvi de família de 8 pessoas que se alimentava há 3 dias com um resto de arroz e só tinha um colchão na casa, pais sem emprego e sem ter como colher nada de uma terra seca. Mães, no alto da serra, que enterravam seus filhos à noite porque era o único recurso que tinham para aquecê-los do frio. Histórias de depressão e suicídio.

Mas também conheci um povo que em meio a tanto sofrimento e com poucos recursos é imensamente acolhedor, carinhoso e doador, nos ensinando muito sobre amor. Vi famílias sendo assistidas em saúde, alimentos, visitas. Crianças encontrando alegria em Cristo. Vi uma menina quando questionada sobre o que queria, disse que queria Jesus, queria morar no céu! Vi adolescente , chorando e se entregando ao Pai! Vi pessoas se rendendo a Jesus! Uma nova geração entendendo que Cristo a ama e nunca se esqueceu dela. Pessoas com doenças psiquiátricas que viviam literalmente presas foram medicadas e libertas (veja o vídeo 2). Vi uma praça marcada pela violência se tornar cenário da alegria e do louvor, como início de uma cura emocional profunda daquela cidade e povo. 

Se você quer ver e ouvir mais sobre esta experiência, assista esse vídeos e para participar da próxima edição ou colaborar com outras soluções sociais para o sertão, acesse o último link:


Ósculos sertanejos,
Iky Fonseca

¹ Segundo dados do IBGE (2000, o mais recente que encontrei) Curral Novo do Piauí é o 96º município com maior índice de exclusão social do Brasil. Em escala de 0 a 1, em que 0 é muito ruim e 1 é o desejado, em "Curral", o índice de exclusão é 0.286, o índice de pobreza de 0.106, índice de escolaridade de 0.162, índice de emprego formal 0.023. Fonte: POCHMANN, Marcio; AMORIM, Ricardo (orgs.). 2. ed. São Paulo: Cortez, 2003.

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Jovens que escolheram a santidade para todas as áreas de suas vidas, inclusive para os relacionamentos. Acreditamos que a família é um projeto tão importante que devemos investir nele antes mesmo do namoro e do casamento.

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