segunda-feira, 20 de novembro de 2017

“O perdão não pode ser baseado em sentimentos. Os nossos sentimentos mudam. O perdão é um ato de obediência, de fé. O perdão é viver livre do consumo da amargura” (Gigi TchividJian).

O perdão é uma decisão proposital, uma escolha que fazemos de como tratar quem nos ofendeu ou a nós mesmos.

A pessoa que não perdoa torna-se um escravo, pois todas as vezes que se lembra do seu ofensor ou dos que erros que cometeu, sente-se amargurada e alma angustiada. Sentimentos de culpa, remorso são inimigos constantes dessa pessoa e junto, a vergonha, o medo e a maior consequência, autopunição. 

Quando sofremos por algo errado que fizemos devemos nos perdoar, pois “perdoar consiste em receber de Deus o perdão e transformá-lo em perdão a nós mesmos” (Pe. Fabio de Melo). É fácil? Não! Mas, os erros que cometemos não podem ter o poder de reter a graça e o amor de Deus por nós, pois a Palavra de Deus diz quando o nosso coração nos condenar, Deus é maior do que o nosso coração e sabe todas as coisas. (I Jo 3:20).

Assim, esse amor nos desafia a olhar para dentro de nós com misericórdia e entender o valor que temos aos olhos dAquele que nos criou. A exemplo, podemos citar Pedro que mesmo avisado por Jesus, o negou por três vezes. Como será que ele ficou naquele dia, quando Jesus passou escoltado e voltou o seu olhar para ele? A sua consciência grita, ele chora “amargamente” (Mt 26:75). Essa situação te faz lembrar alguma coisa? Você foi atacado pelos vilões da lembrança de ter feito algo errado e isto o persegue sem piedade? Na maioria das vezes , a pessoa mais difícil de se tirar de um aperto somos nós mesmos, pois o fracasso pessoal nos envolve em nuvens de vergonha e  levados pela culpa somos arrastados pelo orgulho, medo, autocomiseração e nos afastamos de Deus. 

Nas primeiras horas da primeira manhã da Páscoa quando um pequeno de grupo de mulheres foi em busca do corpo de Jesus, um anjo sentado lá dentro lhes disse: Ele ressuscitou e continuou “ide, dizei a seus discípulos, e a Pedro, que ele vai adiante de vós para a Galileia; ali o vereis como ele vos disse”. A atenção de Jesus estava focada no rosto solitário e abatido de um discípulo que não conseguia se perdoar por tê-Lo negado. Jesus apareceu três vezes aos discípulos e apesar de incontestáveis provas de que Ele ressuscitou e das palavras de encorajamento do anjo, Pedro ainda era incapaz de encarar o Mestre porque um sentimento maior que ele o dominava e como uma criança culpada, foge, para o que ele mais conhecia antes de conhecer Jesus – o mar e a pesca. 

Assim também acontece com aqueles que lutam com a dificuldade de perdoar a si mesmos, tentam voltar à vida antiga em busca de refúgio, mas não encontram e se deparam novamente com os mesmos sentimentos que o aprisionam. Apesar de ter visto Cristo ressurreto, Pedro estava com seu chamado destruído, sua consciência pesada. Jesus vai ao mar da Galileía e chama os discípulos e pergunta: tem alguma coisa aí para comer? Eles responderam: - Não! Passamos a noite pescando e não pegamos um peixe sequer. Ainda sem ser reconhecido por eles, Jesus dá uma ordem: Lance a rede do lado direito e quando puxaram, havia milhares de peixes. 

Abatido e fustigado pela dor da culpa, Pedro reconhece que precisa acertar as coisas. E você? Ao calor do fogo a beira mar e o peixe queimando, Jesus olha para Pedro e pergunta: “Simão, filho de João, você me ama mais do que estes”? Ao usar essa palavra, Jesus estava chamando a atenção de Pedro para quando ele proferiu que nunca o deixaria, se achando mais fiel que os outros discípulos. E Jesus prosseguiu com a pergunta por mais duas vezes. Constrangido pelo confronto, sabendo o quanto foi jactancioso e falhado miseravelmente, ele responde: “Senhor, tu sabes tudo; tu sabes que eu te amo. Jesus disse-lhe: “Apascenta as minhas ovelhas”. (Jo 21:17). 

Quanta sinceridade na resposta de Pedro! Jesus deu ao seu discípulo a oportunidade de confirmar seu compromisso com Ele e perdoar-se e continuar seu chamado. Pedro o negou por três vezes e três respostas sinceras geraram restauração. Ele quer fazer o mesmo conosco agora, sarar nossas feridas, nos libertar do peso da culpa e restaurar nossa alma,  só depende de nós! Abramos o nosso coração e tomamos posse do perdão de Deus para nossas vidas. 

Presente de Eliana Malta

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