sábado, 11 de novembro de 2017

No começo a “Trilogia da Amizade” era uma meta, contudo mesmo não tendo dobrado a dita cuja, vale um texto extra para esse tema que nos inspira a sermos mais fraternos e investirmos no desenvolvimento de amizades, durante nossa jornada na Terra.
Faz tempo que tenho vontade de lhe entregar algumas linhas, escritas especialmente pra você. Tenho visto suas fotos, sorrisos e conquistas, através das Redes Sociais e isso muito me alegra, mesmo que não utilize curtidas e comentários como forma de demonstrar a felicidade que me dá, cada vez que vejo você dando mais um passo rumo à realização de alguns sonhos que, há muito tempo, dividíamos naqueles momentos regados pelo seu brigadeiro e a minha lasanha, lembra (rs)?! Pensei em te escrever antes, dividir contigo as dores e alegrias desse ano, bem como, ouvir seus relatos engraçados, contados de um jeito empolgado e peculiar que é só seu. No momento em que a saudade foi mais profunda e eu quase te escrevi, notei que era seu aniversário e preferi esperar um momento oportuno, onde meu contato não fosse confundido com mais um parabéns. Digo que, muito além dos ventos de uma religiosidade vazia, sinto mesmo sua falta na caminhada de fé, pois nossas interrogações individuais, sempre viravam exclamações nos tempos de qualidade e afinidade que vivíamos juntas. Espero que em meio aos desafios cotidianos, seu sorriso e coragem sejam uma constante sem precedentes. Além disso, peço que no dia em que por um acaso nos encontremos por aí, não exista lugar entre nós para gestos frios de amigas que se tornam simples conhecidas. Você continua ocupando um lugar especial em minha história e tendo muito do meu afeto.
Cordialmente,
Aquela amiga e irmã em Cristo que vai te dar um grande abraço quando te encontrar!

Escrevi e mandei o texto acima para uma pessoa que conheci na Igreja e, se tornou uma grande amiga durante um período. Compartilhamos as dúvidas e através disso, com outros amigos em comum, conseguíamos sementes para alimentar nossa fé. Trabalhamos no mesmo local por um tempo, mas os ventos da vida nos levaram por caminhos diferentes e ela; com motivos reais e cheios de sentido em seu universo particular; decidiu trilhar outros caminhos e desligar-se do convívio de nossa comunidade de fé.  Geralmente, diante dessas pessoas que usam o livre arbítrio para viverem outras escolhas, nós como peças que compõem o quebra-cabeças do “mundo gospel” escolhemos uma bolha social, onde manifestar saudade e julgar as escolhas desses irmãos, são partes de um texto padrão distante da graça e misericórdia que nos alcança dia após dia.


Mastigamos a idéia de que todos vão sentir e viver a fé do mesmo modo, esquecendo que as histórias de cada um de nós influenciam as dificuldades, diante do crer e permanecer nessa jornada rumo à casa do Pai.  Outras vezes, queremos o dengo e colo de todos que estão ao nosso redor, mas não aceitamos a demanda de ser o braço da Igreja que conforta e acalenta os irmãos, quando as dúvidas surgem como turbilhões que desfazem certezas em construção.  As pessoas precisam experimentar o verdadeiro sabor do amor de Deus, mas nós temos falhado no resgate daqueles que se perdem ao longo do caminho, escondendo nossos temores, enquanto apontamos a falta de constância do outro no lugar de achegar-se com espírito manso e humilde, oferecendo mais que cobrando. Fazer com que “desviados” voltem não é uma tarefa de mãos humanas, mas se o Espírito Santo sussurrar em seu coração uma canção de amor para um alguém que está distante, não deixe de canta - lá, tão pouco coloque na melodia legalismos que representam mais os fariseus que a Cristo.
 Vós mesmos sois a nossa carta, escrita em nosso coração, conhecida e lida por todos. Vós mesmos tendes demonstrado que sois uma carta de Cristo, resultante de nosso ministério, escrita não com tinta, mas com o Espírito do Deus vivo, não em tábuas de pedra, mas em tábuas de corações humanos. 2 Coríntios 3 : 2-3

Sejamos essa carta viva, uns na vida dos outros. É preciso entender que serenatas e eventos que visam à volta dos que não quiseram permanecer, são ações eficientes, mas no dia a dia o que realmente conta é a experiência do “onde dois ou mais estiveram em meu nome, ali estarei” (Mateus 18: 20), sabe?! Que em nosso testemunho rotineiro, a graça e misericórdia sejam o fermento da reciprocidade do homem para com a humanidade, pois o Senhor não nega essas coisas aos seus e lhes dá em abundância. Ler esse texto te fez lembrar de um (a) amigo (a)?! Então... Mova-se conforme a vontade do Senhor!


Beijos e Queijos,




Gratidão ao Guilherme Bandeira, pela liberação do uso de seus cartoons nos meus "Rabiscos de Sábado: Razão x Emoção". Conheça mais deste  trabalho em  https://www.facebook.com/objetosinanimadoscartoon/.

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